Setembro Amarelo: mês de prevenção ao suicídio

O suicídio caracteriza-se hoje como uma importante questão social no mundo e, especialmente, no Brasil, dado o número de vítimas e o seu alto índice de crescimento, o qual sinaliza como um grande problema de saúde pública no país.

A cada 45 minutos, um brasileiro morre vítima de suicídio. Para cada mulher que atenta contra a própria vida, existem três homens que fazem o mesmo. Com a meta de mudar essa realidade, várias associações e entidades uniram-se em torno do Setembro Amarelo.

A campanha quer chamar atenção e busca sensibilizar profissionais de saúde e a própria sociedade para o fato de que o suicídio pode ser prevenido e que o silêncio em torno do tema precisa ser rompido.

Mitos

  • Quando uma pessoa pensa em se suicidar terá risco de suicídio para o resto da vida.
  • As pessoas que ameaçam se matar não farão isso, querem apensa chamar atenção.
  • A pessoa que tem a intenção de tirar a própria vida não avisa.
  • Se uma pessoa que se sentia deprimida e pensava em suicidar-se, em um momento seguinte passa a se sentir melhor, normalmente significa que o problema já passou.

Verdades

  • Os suicidas estão passando quase invariavelmente por um transtorno que altera, de forma radical, a sua percepção da realidade e interfere em seu livre arbítrio. O tratamento eficaz é o pilar mais importante do suicídio. Após o tratamento o desejo de se matar desaparece.
  • O risco de suicídio pode ser eficazmente tratado e, após isso, a pessoa não estará mais em risco.
  • A expressão do desejo suicida nunca deve ser interpretada como simples ameaça ou chantagem emocional.
  • A maioria dos suicidas fala ou dá sinais sobre suas ideais de morte. Boa parte dos suicidas expressou, em dias ou semanas anteriores, frequentemente aos profissionais de saúde, seu desejo de se matar.
  • Se alguém que pensava em suicidar-se e, de repente, parece tranquilo, aliviado, não significa que o problema já passou. Uma pessoa que decidiu suicidar-se pode sentir-se “melhor” ou sentir-se aliviado simplesmente por ter tomado a decisão de se matar.
  • Perguntar sobre a intenção de suicídio não aumenta nas pessoas o desejo de cometer o suicídio.
  • Nem todos os suicídios estão associados a outros casos de suicídio na família.

 

 

Fonte:

– Cartilha “Suicídio: informando para prevenir” do Conselho Federal de Medicina

– Livro “Suicídio e os desafios para a psicologia” do Conselho Federal de Psicologia

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